O meu caderno de desabafos. O meu diário. O meu espaço de catarse; de psicanálise. O meu livro de reclamações. A minha janela para o mundo. Eu. O meu blog. As minhas excitações. As minhas frustrações. As minhas paixões. A vida. A minha, de quem me rodeia, a que eu vejo e sinto. Dentro da lâmpada. Dentro do Mundo.

sábado, maio 27, 2006


Menino birrento

Confesso: não gosto mesmo nada do nosso filósofo/escritor/político. Como pessoa. Do resto não sei, nunca li e não faço tenção de ler, mesmo que por isso me chamem ignorante. Não quero saber.
Ele comporta-se como um menino mimado que faz birra quando não lhe fazem as vontades, e, como tal, caprichoso no seu ar muito superior de olhar os outros como seres inferiores e analfabetos. Claro que nunca erra, nunca falha, nunca tem culpa, pois o ónus de tudo o que de mal acontece é sempre dos outros, ignóbeis e incansáveis malandros, cuja mesquinhez e inveja os leva frequentemente a quererem fazer-lhe coisas pelas costas. Pois…
Também não ouve ou não sabe ouvir, principalmente quando as opiniões são contrárias à da sua sapiente cabeça, não correspondem à sua vontade ou pura e simplesmente o colocam em contradição. É, pelo menos, a imagem com que fico ao ouvi-lo, mas a verdade é que não sei, nunca falei com ele, quanto mais privei, e nem sequer alguma vez me dediquei a ler algum livro que tenha escrito.
Mas é a imagem de um extremo de que não gosto!
Agora, do pouco que conheço de sua mulher, do que ouvi, do que li e de uma ou duas vezes ter falado com ela, em termos meramente profissionais mas que acabaram por se tornar coloquiais, entendo que ainda existam pessoas que o conseguem aturar; no caso dela, é por demais evidente que o consegue, porque, pelo que percebo, sempre teve jeito para crianças…
É, por isso, uma personagem, mais do que inconveniente, incómoda para alguns. Perigosa até! Tarde percebeu que a sua candidatura à presidência da Câmara, no cumprimento de mais uma das suas birrentas vontades, foi aproveitada pelos seus pares para o «queimar» e descredibilizar politicamente.
Este texto vem a propósito do seu livro — o qual não tenho nenhuma intenção de ler, repito —, mas cujos excertos nos meios de comunicação e o debate na RTP se suscitaram algumas ideias.
Ideias sobre o funcionamento dos ditos «meios de comunicação» em Portugal. Ideias que passam pelos autênticos viveiros de estagiários em que se tornaram a maioria das redacções, do que os jornalistas fazem por «aquele exclusivo» — como se atropelam, como se «vendem», ao que são «obrigados» e às cumplicidades que se geram e descredibilizam a ideia de imparcialidade que é suposto terem —, até ao simples facto de já não ser necessário dispor de carteira profissional de jornalista para se ser director de um jornal. Ou em certos tipos de «pressões»…
Eles «há-dem» ver como ainda volto ao tema. Para já chega. «Prontos»!

1 comentário:

Anónimo disse...

Nice idea with this site its better than most of the rubbish I come across.
»